7.10.12

1o. livro com dedicatória para o Lucas. / 1st book with note from autor for Lucas

Tem uma livraria infanto juvenil no bairro. Há anos ensaiávamos entrar. Eis que surgiu uma boa oportunidade. O lançamento desse livro, com autor e ilustradora presentes. Amigos nos convidaram, não tinha como ter um sábado mais feliz.
A livraria é linda, o café é orgânico e ainda tem espaço para uma boa contação de história.
O livro é ótimo. Adivinhas. A ilustra é linda, e a ilustradora um doce. É o primeiro livro dela, com certeza, o primeiro de muitos.

Livraria Nove.sete - Rua França Pinto, 97
Rimas e Adivinhas - Theo de Oliveira, Milton Célio de Oliveira Filho e Nara Isoda.

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There is a bookstore here in my neighborhood. For years we intended to go in. Then, we have the chance: the launch of this book, with the presence of the autor and the illustrator. Friends have invited us, and we couldn't have a happier saturday.
The bookstore is amazing, the coffee is organic and there is a space for a great storytelling.
The book is awesome.  Riddles. The illustrations is beautiful, and the illustrator is a sweet girl. This is her first book, and for sure, the first of many.




20.9.12

rede preguiçosa


estou indo agora para um lugar todinho meu...

chãos por aí.


Na faculdade tirei uma foto, e professor se admirou, e perguntou de onde era aquela textura. E eu falei: do chão do meu quintal. Um chão feio, de cimento, esburacado, mal cuidado. Ele se admirou, como quem nunca havia olhado para o chão na vida.
Já eu vivo olhando para o chão: este da foto, colorido pelo ladrinho hidraulico, com folhinhas caídas do inverno (onde???) seco de São Paulo. Esse é fácil olhar.

a mão dela | her hand


Foi essa mão que me fazia cafuné, que me ensinou a cozinhar, que me benzia com hortelã, que catou meus piolhos. Essa mão de pele fina e enrugada, mas ainda sim, com esmalte vermelho, sempre.


This hand used to stroke my hair. This hand taught me how to cook, blessed me with mint leaves. This hand picked lices from my head. This hand with a fragile and wrinkled skin, but still with a vivid red nail polish, always.


11.9.12

Café da manhã.

  

com açúcar, farinha branca e afeto.

Voltando



Chegamos na velha casa nova. Paredes pintadas, chão limpo com a ajuda da família que providenciou tudo antes da nossa tão esperada chegada. Passado um mês, ainda estamos 'em construção'. Exatamente como uma casa deve ser. Sempre tem algo para fazer, e graças a Deus sempre tem algo para fazer. Assim a casa está mudando sempre, sendo completada.

Tive um problema com essa mudança. Eu amo mudar. Mudança para mim significa a oportunidade de rever tudo o que temos. De perceber o quanto acumulamos, e o quanto vivemos. De jogar fora o que tinha esquecido que tinha. Afinal, se nem lembrava que a coisa existia, é porque de fato não preciso! Adoro essa sensação de me desfazer de coisas desnecessárias. E de começar novamente em um lugar novo, limpo e organizado. Só que voltamos para nosso apartamento, com nossos móveis, nossos utensílios de cozinha, nossos velhos lençóis, e alguma bagunça que eu tinha esquecido há dois anos. Foi como se minha vida aqui estivesse em pausa, e agora alguém apertou o play.

A sensação de novo, limpo e organizado ficou na expectativa. Passada a frustação, vamos olhar pra frente e ver o que temos que fazer. Mil e quinhentas coisas, mais ou menos, pensando assim rapidamente.

E claro, agora com bebê e sem estar trabalhando (afinal, as coisas custam $$$), eu acho que em 15 anos eu termino tudo o que estou querendo fazer. Sim, exagero é uma característica nata minha.
De qualquer forma, gostaria de me comprometer.

Gostaria de achar soluções boas, bonitas e baratas. Está aí um belo desafio. Você, leitora assídua - mãe, você não vale - vai me acompanhar nessa saga.
E lá vamos nós.


10.8.12

3 meses dos 13 anos.

Para as duas pessoas que tanto amo: obrigada por fazerem parte da minha vida.
São 3 meses que parecem uma vida: já não lembro como era antes de você.
São 13 anos que parece que foi ontem: minha vida só tem sentido do seu lado.


13.7.12

post que não foi. mas está sendo.

Escrevi isso no final da gravidez. Fiquei de terminar, e como outras muitas coisas, não terminei. Mas acho que vale o post, mesmo atrasado. 
E agora relendo, continuo não entendendo o sentimento materno. Não vi nenhuma luzinha ligando magicamente. Mas não é que de alguma maneira ele apareceu? Que bobinha, querendo entender coisas inentendíveis, se me permitem criar um vocábulo. 
Tudo que escrevi aí é o que eu ainda quero e o que ainda penso. Mas agora não imagino mais, agora é REALIDADE. Enjoy.


Do filho que vou ter

39 semanas de gestação. Qualquer hora é hora... até a semana 41.
Então, aproveitando a espera, assim como a gente faz promessas de início de ano, paro tudo para refletir o que vai ser daqui para frente. Para pensar no futuro - até então em branco, como sempre.
Me perguntam sobre o parto, sobre o medo, sobre a ansiedade e o terror de imaginar o que desde sempre nos falam que é a pior dor do mundo. Nem penso nisso. Desde que o mundo é mundo tudo que é vivo nasce, seja de um jeito ou de outro, não é?
Penso mais sobre o que quero para meu filho. Me peguei algumas vezes olhando muleques no metro/rua/parque aprontando das deles, rindo uns dos outros, fazendo manhas ou olhando pela janela, imaginando que os parafusos são botões de comando. Imagino como se eles fossem meu filho. Imagino meu filho em todos os meninos que vejo por aí, e me pego pensando o que diria em cada situação.
Será que é isso o tal sentimento materno que dizem que magicamente é ligado quando você tem um filho? Nunca acreditei muito nessa 'mágica' que tanto falam.E agora quase pra ter meu próprio filho, ainda não acredito.
Acredito em senso de responsabilidade, em tentar fazer sempre o melhor e acima de tudo no amor, que ao meu ver, está sendo construído desde a descoberta da gravidez.
O problema maior é esse senso de responsabilidade: deixa tudo muito complicado. Por trás dele vou lidar com muita preocupação, tensão, ansiedade e por fim culpa - coisa de mulher, né..sentir culpa. Já tenho medo dos erros que vou cometer, dos traumas que vou implantar na cabecinha do meu filhote. Mas quer saber, já que a culpa vai ser minha, deixa as águas rolarem.
Daí eu penso no que gostaria que meu filho fosse (sem pressão, hein, Lucas): eu ficaria muito feliz se conseguisse fazer com que meu filho se tornasse gente boa. Desses que todos querem por perto, que é amigo, atencioso. Gostaria também que ele tivesse o menor preconceito possível em relação a qualquer coisa: fosse muito tolerante e respeitoso com as diferenças. Ao mesmo tempo, tivesse uma opinião. Fosse capaz de formular pensamentos e chegar a conclusões sozinho. Enfim, como disse: gente boa.

12.7.12

It's easy.

  

"There's nothing you can do that can't be done. 
Nothing you can sing that can't be sung. 
Nothing you can say but you can learn how to play the game. 
It's easy."


O móbile foi presente da mamãe. Os quadros do papai.
E como é bom ver que ele gostou.