estou indo agora para um lugar todinho meu...
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20.9.12
chãos por aí.
Na faculdade tirei uma foto, e professor se admirou, e perguntou de onde era aquela textura. E eu falei: do chão do meu quintal. Um chão feio, de cimento, esburacado, mal cuidado. Ele se admirou, como quem nunca havia olhado para o chão na vida.
Já eu vivo olhando para o chão: este da foto, colorido pelo ladrinho hidraulico, com folhinhas caídas do inverno (onde???) seco de São Paulo. Esse é fácil olhar.
11.9.12
Voltando
Chegamos na velha casa nova. Paredes pintadas, chão limpo com a ajuda da família que providenciou tudo antes da nossa tão esperada chegada. Passado um mês, ainda estamos 'em construção'. Exatamente como uma casa deve ser. Sempre tem algo para fazer, e graças a Deus sempre tem algo para fazer. Assim a casa está mudando sempre, sendo completada.
Tive um problema com essa mudança. Eu amo mudar. Mudança para mim significa a oportunidade de rever tudo o que temos. De perceber o quanto acumulamos, e o quanto vivemos. De jogar fora o que tinha esquecido que tinha. Afinal, se nem lembrava que a coisa existia, é porque de fato não preciso! Adoro essa sensação de me desfazer de coisas desnecessárias. E de começar novamente em um lugar novo, limpo e organizado. Só que voltamos para nosso apartamento, com nossos móveis, nossos utensílios de cozinha, nossos velhos lençóis, e alguma bagunça que eu tinha esquecido há dois anos. Foi como se minha vida aqui estivesse em pausa, e agora alguém apertou o play.
A sensação de novo, limpo e organizado ficou na expectativa. Passada a frustação, vamos olhar pra frente e ver o que temos que fazer. Mil e quinhentas coisas, mais ou menos, pensando assim rapidamente.
E claro, agora com bebê e sem estar trabalhando (afinal, as coisas custam $$$), eu acho que em 15 anos eu termino tudo o que estou querendo fazer. Sim, exagero é uma característica nata minha.
De qualquer forma, gostaria de me comprometer.
Gostaria de achar soluções boas, bonitas e baratas. Está aí um belo desafio. Você, leitora assídua - mãe, você não vale - vai me acompanhar nessa saga.
E lá vamos nós.
16.1.12
Chá de bebê do Lucas

Aproveitando a visita à São Paulo, e muito saudosa de todos amigos, achei a desculpa perfeita para fazer um chá de bebê e comemorar a vinda do Lucas.
Passei dias fazendo as lembrancinhas e pensando na decoração da mesa. Bati um pouco de perna, até o pé ficar inchado, atrás de algumas coisas, e fui até na 25 de março - lugar que evito, abomino, mas que tenho que dar o braço a torcer: onde dá para encontrar tudo!
Eu gostei muito do resultado, e senti realmente muito prazer em fazer cada lembrancinha e pensar em cada detalhe. No final das contas, revi amigos especiais, que talvez não tivesse tempo de rever se fosse visitar um por um. Só me arrependo de não conseguir dar tanta atenção a todos. Ficou uma sensação de que não conversei o suficiente com ninguém. Gostaria de ter mais tempo, saber da vida das pessoas, contar da minha vida. Trocar planos, experiências. Brincar, rir.
Obrigada a todos que vieram! Vocês fizeram meu dia feliz demais!
Fraldinhas recheadas de jujuba.
Bolo prestígio, para aproveitar o coco e o leite condensado abundantes no Brasil! A decoração do bolo contou com um casal de passarinhos cuidando do ninho.
Os passarinhos de feltro costurados um a um à mão foram dados como lembrancinhas e compuseram a decoração da mesa, pendurados em galhos secos. O vidro vestido de crochet foi emprestado por minha mãe, e deu certinho para o que eu queria!
Os brigadeiros foram feitos pela vó Ismail. Os bolinhos de cenoura pela Tia Cá. E a carne louca (e outras coisitas) pela vó Laia. Fiz umas plaquinhas para agradecer a ajuda e mostrar para o Lucas no futuro como todos quiseram participar do seu chá de bebê!A titia Regina teve ótimas idéias de gincana. Não tenho fotos, mas vou contar como foi, porque achei bem divertido:
1) Ela colocou coisas líquidas em 4 fraldas descartáveis e passou para as pessoas tentarem adivinhar o que tinha em cada fralda. Quem adivinhasse mais, ganhava uma prenda.
2) Teve também a advinhação da circunferência da minha barriga! Nem eu sabia! 105 cm de pança - o Lucas está crescendo <3
3) Ela também colocou o nome Lucas em baixo de alguma cadeira. Quem sentasse nessa cadeira também ganhava uma prenda.
4) E ninguém poderia me chamar pelo meu nome/apelido. Teriam que inventar um jeito. Entre os 'jeitos' eu fui chamada de fofinha, gravidinha, mocinha, gordinha, interessante (meu pai está me chamando assim até agora...).
Obrigada a todos que vieram! Adorei rever vocês, meus amigos e família queridos.
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